Evolução das Regras de Jogo


6. Evolução das Regras de Jogo

Ao longo dos anos, as regras de jogo sofreram algumas modificações que acompanharam a evolução tecnológica, tornando o próprio jogo mais evoluído, mais dinâmico, mais seguro, mais desafiante e ainda mais atrativo.
A FIH tem um departamento responsável por manter e atualizar as Regras de Jogo (Rules Committee). Atualmente as alterações das regras são precedidas de uma extensa avaliação e um período experimental obrigatório.
Antes do período experimental obrigatório, a FIH encoraja as Federações a experimentarem voluntariamente a alteração proposta nas competições oficiais e não oficiais e, posteriormente, a reportarem os resultados destas alterações. Se os resultados se mostrarem favoráveis, o departamento de Regras da FIH passa então introduzir o período experimental obrigatório.
O período experimental obriga a que todos implementem as novas regras, até que o departamento de Regras de Hóquei da FIH decida finalmente torná-las oficiais ou não.

Evolução das Regras de Hóquei em Campo

A informação que se segue começa com extratos das regras de 1876, compiladas a partir do livro de atas do Surbiton Hockey Club.
 
1876
  1. O campo tinha entre 100 e 150 jardas (91,44 e 137,16 metros) de comprimento e entre 50 a 80 jardas (45,72 a 73,152 metros) de largura; as balizas eram constituídas por 2 postes de 7 pés (2,1336 metros) de altura separados por uma distância de 6 jardas (5,4864 metros);
  2. Os sticks eram “curvos e de madeira e aprovados pelo comité da associação” e a bola era uma “bola normal de cricket”;
  3. For a de jogo é definido como a obrigatoriedade de haver 3 adversários perto da sua linha de golo;
  4. Para que um atacante estar em fora de jogo era necessário que houvesse 3 defensores perto da sua linha de golo;
  5. Se a bola sair fora do campo pela linha lateral, o jogo é reiniciado fazendo a bola rolar para dentro do campo com a mão e em paralelo com a linha lateral;
  6. Não era permitido aos jogadores levantar o stick acima do ombro;
  7. Não parece haver uma área marcada no campo mas as regras referem que “nenhum golo será validado se a bola for rematada a uma distância do superior a 15 jardas (13,716 metros) do poste a baliza mais próximo;
  8. Se uma regra é infringida a “bola será reposta em jogo e será marcado um bully;
  9. O lado liso do stick não está definido mas as regras referem que “a bola será jogada da direita para a esquerda”.
1886
A Associação Inglesa de Hockey elaborou um código de Regras baseado nas que eram utilizadas por clubes Londrinos:
  1. O campo deve ter 100 jardas de comprimento e entre 50 a 60 jardas (45,72 a 54,864 metros) de largura; as balizas devem ter 4 jardas (3,6576 metros) de largura com uma trave colocada a 7 pés de altura; haverá um circulo distinguível com um raio de 15 jardas; bandeiras (e não linhas) indicavam a linha das 25 jardas (22,86 metros);
  2. O jogo era iniciado (e reiniciado após a marcação de um golo) através da marcação de um bully o que envolvia 3 toques do stick entre dois jogadores na marca de meio campo; também era marcado um bully a 25 jardas da linha de fundo após a bola sair pela linha de fundo;
  3. Todos os jogadores que não estivessem envolvidos na marcação de um livre, na reposição da bola em jogo e na marcação de bullies, tinham de estar a 5 jardas (4,572 metros) da bola; após sair pela linha lateral, a reposição em jogo era feita fazendo rolar a bola para dentro do campo com mão;
  4. As equipas eram compostas por 11 jogadores – 5 avançados, 3 defesas médios, 2 médios defensivos, e 1 guarda-redes; não eram admitidos jogadores suplentes;
  5. O jogo era dirigido por 1 ou 2 árbitros assistidos por 2 juízes de linha;
  6. Os sticks de hóquei eram feitos de madeira com pegas de couro cobertas;
  7. As bolas utilizadas eram de cricket cobertas de couro e pintadas de branco;
  8. Não havia referêencia a equipamento de guarda-redes;
  9. A bola era jogada com apenas um dos lados do stick (lado esquerdo); a bola não podia ser jogada acima do ombro ou com o lado redondo (parte de trás) do stick;
  10. Não era permitido pontapear, rasteirar, dar empurrões ou obstruir um adversário;
  11. Mãos e pés podiam ser usados para parar a bola mas depois tinham de ser retirados; pés e pernas não podiam ser usados atrás da bola para enfrentar o adversário;
  12. Os guarda-redes podiam pontapear a bola mas apenas dentro da sua área;
  13. Era permitido “enganchar” o stick no adversário mas apenas a uma distância de remate da bola;
  14. Fora de jogo (com menos de 3 defensores) era aplicado a partir da linha de meio campo;
  15. Era marcado um bully na área por uma falta de um defesa; era marcado um livre por qualquer outra falta.
1900
O Conselho Internacional de Regras (mais tarde Conselho de Regras de Hóquei) foi formado a 23 de abril de 1900 em Londres pela Associação Masculina de Hóquei de Inglaterra, Irlanda e Gales; as regras de jogo foram decididas por este conselho, a partir daí. A primeira reunião Conselho Internacional de Regras teve lugar a 25 de julho de 1900. Passou a ser reconhecida a lei da vantagem; nem todas as faltas eram penalizadas de imediato.
 
1904
“Cortar” a bola intencionalmente e levantar a bola oriunda de um livre passaria a ser penalizado. O scoop era permitido. 
 
1905
Cada árbitro era responsável pelas decisões numa metade do campo, durante todo o jogo e sem trocar de lado, e por assinalar as reposições da bola em jogo (rolar a bola com a mão) ao longo da sua linha lateral mas não em cantos. Foi imposto um limite de peso aos sticks de 28 onças (0,793 Kilos). A largura do campo podia ir até 66 jardas (60,350 metros).
 
1907
Era permitido aos árbitros aplicar as regras sem esperar por um recurso da sua decisão. Antes desta decisão, os recursos tinham de ser feitos pelos jogadores antes de o árbitros tomar a decisão.
 
1908
Foi introduzido o canto curto para penalizar faltas de defesas dentro da área. Num canto curto, as regras exigiam que a bola fosse parada antes de ser rematada para a baliza embora este aspeto não fosse arbitrado de forma rigorosa. Todos os defensores estavam atrás da linha de golo com os atacantes fora da área. O bully foi substituído por um bully de penalidade (marcado a 5 jardas da linha de golo por qualquer defesa e pelo jogador que sofreu a falta) sempre que intencionalmente impedida a marcação de um golo. 
 
1927
A lei da vantagem foi oficialmente introduzida nas regras. Por esta altura já era comum haver dois árbitros por jogo. 
 
1936
Notas e sugestões para árbitros foram incluídas no livro de Regras. Mais tarde isto tornou-se um anexo intitulado “Conselhos para Árbitros”.
 
1938
Qualquer interferência no stick de um adversário, incluindo “enganchar” o stick, era proibido tal como o era a utilização de qualquer parte do corpo, exceto a mão, para parar a bola.
 
1949
Faltas intencionais de defesas dentro das 25 jardas e faltas persistentes de defesas na marcação de cantos eram penalizadas com a marcação de um canto curto.
 
1957
O bully das 25 jardas, marcado após a bola sair pela linha final foi substituído por um livre a 16 jardas (14,6304 metros).
 
1959
Aos árbitros foi dado o poder de suspender jogadores por um determinado período de tempo.
 
1961
Num canto curto e no canto comprido, um máximo de 6 defesas estavam colocados atrás da linha de fundo e os restantes estavam atrás da linha das 25 jardas.das 25 jardas.
 
1963
O bully de penalidade foi substituído por uma grande penalidade marcada a 8 jardas (7,3512 metros) da baliza.
 
1970-1979
  1. Na reposição na linha lateral a bola passou a ser empurrada com o stick em vez de a fazer rolar com a mão;
  2. O número de defesas necessários para assinalar o fora do jogo a um atacante passou de 3 para 2;
  3. Eram permitidas duas substituições mas quando substituído um jogador não podia regressar ao campo;
  4. Era marcada uma grande penalidade por uma falta intencional de um defesa dentro da área, independentemente de um golo ter sido ou não marcado.
Foi publicado o primeiro livro de regras para homens e mulheres. As alterações feitas nesta altura incluíam:
  1. Num canto curto a bola tinha de ser parada e imobilizada por um atacante antes de ser rematada à baliza; não havia margem para interpretações;
  2. As notas sobre as regras passaram a ser “Orientação para Jogadores e para Árbitros”;
  3. Foi publicado pela primeira vez um código de sinais para árbitros;
  4. A suspensão temporária para jogadores faltosos passou a ser de pelo menos 5 minutos;
  5. A largura do campo passou a ser de 60 jardas;
  6. O local da grande penalidade foi alterado de 8 para 7 jardas (6,4008 metros) da linha de golo;
  7. Foram introduzidos cartões com cores no livro de regras (verde, amarelo e vermelho).
1980
Na reposição em jogo pela linha lateral a bola passou a ser batida em vez de empurrada.
 
1984
  1. Um passe para trás no centro do campo substituiu o bully para o iniciar e reiniciar o jogo;
  2. O bully foi mantido apenas para acidentes e situações imprevistas;
  3. A regra que limitava explicitamente a altura até onde o stick podia ser levantado foi eliminada;
  4. Foi abolido o uso da mão, exceto pelo guarda-redes;
  5. Na marcação de livre, os adversários tinham de estar a 5 jardas da bola;
  6. Nenhum livre para o ataque podia ser marcado até 5 jardas da área;
  7. O canto comprido passou a ser um livre marcado de uma marca na linha de golo até 5 jardas da bandeira de canto, com todos os jogadores (exceto o marcador) a pelo menos 5 jardas da bola;
  8. Definições de “Terminologia do Hóquei” passaram a ser incluídas pela primeira vez.
1987
  1. O número de defesas atrás da linha de fundo na marcação de cantos curtos passou de 6 para 5;
  2. Nos cantos compridos e livres de 16 jardas apenas adversários eram obrigados a estar a 5 jardas da bola;
  3. Nos cantos curtos o primeiro remate à baliza não podia ultrapassar a linha de golo a uma altura superior a 18 polegadas (45,72 centímetros) e se a bola andasse mais de 5 jardas fora da área então as regras do canto curto deixariam de ser aplicadas;
  4. O canto curtso estava terminado depois da bola percorrer 5 jardas além do bordo exterior da área;
  5. Fora de jogo era aplicado apenas dentro das 25 jardas;
  6. Era marcada falta se uma bola caísse dentro da área após ter sido levantada intencionalmente;
  7. Livres para a defesa podiam ser marcados dentro da área;
  8. Na marcação de livres para o ataque a 5 jardas da área, todos os jogadores tinham de estar a 5 jardas da bola.
 1994
  1. Os capitães passaram a ser responsáveis pelo comportamento e pelas substituições da sua equipa;
  2. Os guarda-redes foram obrigados a usar proteção da cabeça.
1995 
  1. Num livre a bola tinha de percorrer pelo menos 1 jarda (0,91 metros);
  2. Os árbitros passaram a ter o poder de avançar 10 metros o local de marcação de um livre devido a protestos ou falta subsequente;
  3. Passou também a ser permitido aos guarda-redes desviar (até então só podiam parar) a bola acima da altura do ombro;
  4. Era permitida a substituição durante grandes penalidade e cantos curtos;
  5. Na marcação de um canto curto, a bola era reposta em jogo a 10 metros do poste da baliza e não até 10 metros, como era até então.;
 1996
  1. Na marcação de um canto curto a bola tinha de ser parada fora do círculo antes de poder ser rematada à baliza;
  2. O passe para trás utilizado para iniciar e reiniciar o jogo passou a ser um passe na marca de meio campo em que a bola podia ser jogada em qualquer direção;
  3. As luvas especiais para guarda-redes passaram a ser designadas de protetores de mão e a ter um comprimento máximo de 9 polegadas (22,86 centímetros) e uma largura máxima de 14 polegadas (35,56 centímetros);
  4. Foram introduzidas as seguintes Regras Experimentais Obrigatórias:
    • Não há fora do jogo;
    • Jogadores não podem entrar intencionalmente a baliza do seu adversário, ficar na linha de golo ou passar intencionalmente por trás de qualquer uma das balizas;
    • O canto comprido é marcado na marca da linha lateral a 5 jardas da bandeira de canto;
    • Dentro das 25 jardas, todos os jogadores terão de estar a 5 jardas da bola na marcação de um livre, na reposição da bola em jogo pela linha lateral e na marcação de um livre nas 16 jardas, exceto o que marca.
1998
  1. As substituições deixaram de ser permitidas durante a marcação de um canto curto, exceto de um guarda-redes lesionado, mas continuaram a poder ser realizadas durante a marcação de uma grande penalidade;
  2. Todas as medições e distâncias passaram a ser feitas no sistema métrico com um conversor métrico imperial incluído no final do livro de Regras;
  3. ‘Informação e Conselhos Técnicos’ foram publicados como anexo.
1999
  1. Reconhecimento do estudo contínuo da composição do stick mas o metal e as substâncias metálicas já tinham sido banidas;
  2. Regra experimental permitindo a utilização da extremidade do stick sujeita às habituais considerações de segurança;
  3. Clarificação da regra quando um guarda-redes é suspenso num canto curto; pode ser substituído por outro guarda-redes mas a sua equipa fica com menos um jogador de campo até ao final do período de suspensão;
  4. É confirmada como regra a regra experimental que exige um prolongamento para a conclusão de um canto curto no final da primeira parte e no final do jogo.
2000
  1. Especificações mais precisas da forma, tamanho, peso e material do stick;
  2. Uma linha tracejada passa a ser marcada no campo 5 metros da e para além da linha da área;
  3. Na marcação de um canto curtso a bola passa a ser posta em jogo numa marca na linha de fundo dentro da área.
2001
Permitir que se jogue a bola com a extremidade do stick passa a ser uma regra a partir de 2002.
 
2002
A utilização da extremidade do stick para jogar a bola é confirmada como regra e é clarificado quando um canto curtso é concluído para efeitos de substituição de jogadores.
 
2003
  1. Passou a ser permitido aos defesas usarem o stick acima do ombro para parar ou desviar um remate à baliza;
  2. Deixa de ser necessário parar a bola fora da área antes de ser rematada à baliza na marcação de um canto curto bastando que ela saia fora da área.
2004
Revisão radical do livro de Regras. As regras foram completamente reescritas de modo a ser serem entendidas mais facilmente. A oportunidade foi aproveitada para simplificar algumas regras sem alterar qualquer uma das características fundamentais do jogo:
  1. Simplificar o modo como o canto curto é concluído para efeitos de substituição e no final da 1ª parte ou final do jogo;
  2. Obrigar os jogadores de campo que saem do campo por alguma razão que não uma substituição a reentrarem apenas entre a linha dos 23 metros e o meio campo;
  3. Especificar como é que o resultado do jogo é decidido;
  4. Racionalizar procedimentos de inicio e reinicio do jogo de forma a que procedimentos para marcação de um livre também se apliquem no passe na marca de meio campo;
  5. Manter as características fundamentais do bully mas simplifica-lo requerendo que os sticks se toquem apenas uma vez;
  6. É eliminada a regra que especificava que a bola não podia ser levantada intencionalmente de forma a cair diretamente na área;
  7. Simplificar a regra da obstrução;
  8. Especificar que os jogadores não podem desarmar o adversário a não ser que possam jogar a bola sem contacto físico;
  9. Obrigar o jogador que marca a grande penalidade a iniciar a sua marcação colocando-se atrás e a uma distância de 5 metros da bola e não permitir que esse jogador se aproxime da bola ou do guarda-redes após a marcação do penalty;
  10. Especificar que o apito tem de soar para iniciar a marcação de uma grande penalidade quando ambos os jogadores estão em posição;
  11. Racionalizar a forma como e lida com as faltas realizadas durante a marcação de uma grande penalidade;
  12. Permitir que a duração pretendida de uma suspensão temporária seja prolongada por mau comportamento de um jogador suspenso;
  13. Introdução de novos sinais de arbitragem para indicar jogo perigoso e obstrução do stick.
2007
O Conselho de Regras de Hóquei passou para um ciclo de 2 anos todas as alterações das Regras. As alterações mais importantes em 2007 foram:
  1. Permitir a uma equipa escolher entre ter um guarda-redes em campo ou jogar inteiramente com jogadores de campo;
  2. Especificar a proteção do rosto permitida aos jogadores de campo, sobretudo em relação à defesa de um canto curto;
  3. Proibir a sticada de esquerda forte com a extremidade do stick;
  4. O defesa não é penalizado se o seu stick não está imóvel ou a movimentar-se para a bola enquanto tenta parar ou desviar um remate à baliza, mesmo quando a bola está acima do ombro;
  5. Permitir que o guarda-redes use as suas mãos, braços ou qualquer outra parte do seu corpo para afastar a bola mas apenas enquanto parte de uma defesa e não para impulsionar fortemente a bola de modo a que esta percorra uma longa distancia.
2009
É introduzido o auto passe na marcação do livre. Permite que o jogador que marca o livre jogue a bola outra novamente, sem que outro jogador esteja envolvido, encorajando a fluidez do jogo. Foram feitas pequenas alterações na denominação e incluídas algumas notas adicionais para melhorar a interpretação de certas regras. Em particular, as seguintes foram clarificadas:
  1. Se uma equipa que tem jogadores a mais no campo, o tempo é parado e é dada uma penalização pessoal ao seu capitão;
  2. As situações em que um canto curto está concluído foram consolidadas dentro da Regra do Canto Curto.           
2011
A regra do autopasse e as restrições em relação a bater a bola diretamente para dentro da área na marcação de um livre dentro dos 23 metros, que tinham sido introduzidas como regras experimentais obrigatórias em 2009, foram confirmadas como regras.
A regra que especificava que “jogadores não podem forçar o adversário a uma falta não intencional” foi eliminada. Qualquer ação deste tipo pode julgada a partir de outras regras. “Em qualquer lugar dentro da área” foi eliminada da regra que dizia que “um livre marcado ao ataque dentro da área é marcado em qualquer lugar dentro da área ou até 15 metros a partir da linha de fundo, em linha com o local da falta, e em paralelo com a linha lateral”.
As penalidades aplicadas por uma falta durante a marcação de um canto curto foram referidas em detalhe pela primeira vez. As penalidades aplicadas por uma fala durante a marcação de uma grande penalidade foram racionalizadas.

Evolução das Regras de Hóquei de Sala

Até 1966, as Federações Alemãs de Hóquei, quer na Alemanha de Ocidental quer na Alemanha de Leste, tinham produzido livros de regras para uso interno que tinham sido usados por outros países Europeus mas não pela Grã-Bretanha.
Em 1966, os alemães passaram a responsabilidade da elaboração das regras para o Comité Indoor da FIH. Portanto em 1966 a FIH produziu o primeiro Livro de Regras de Hóquei de Sala da FIH, em três línguas, Alemão, Francês e Inglês. Em 1968 a FIH reconheceu o jogo de Sala decretando nos seus estatutos que Hóquei incluía o Hóquei de Sala.
O Comité Indoor da FIH continuou a ser responsável pelo Livro de Regras de Hóquei de Sala até que essa responsabilidade foi transferida para o Conselho de Regras de Hóquei, em 1988.
 
1966 
  1. Seis jogadores, incluindo o guarda-redes e seis suplentes, mas apenas em determinadas situações do jogo;
  2. Se qualquer equipa ficasse reduzida a menos de 4 jogadores, os seus adversários eram declarados vencedores;
  3. Dimensões do campo e as balizas (ligeiramente mais pequenas que as de Hóquei em Campo);
  4. Não era permitido bater a bola (sticada) – só empurrar (push) e não era permitido levantar a bola exceto no remate à baliza;
  5. Nos cantos curtos era permitido apenas aos guarda-redes da defesa ficar na baliza até a bola ser jogada. Os restantes jogadores tinham de ficar fora da baliza e atrás da linha de fundo no lado oposto ao da marcação do canto curto – eles podiam, após a bola ser jogada, mover-se para a baliza;
  6. O jogo era para ser jogado em qualquer superfície dura e rápida. O calçado e restante equipamento foi especificado e as luvas de guarda-redes eram as mesmas do Hóquei em Campo;
  7. Não há fora de jogo e não há cantos;
  8. Tempo de jogo (originalmente 2 x 15 minutos) foi aumentado para 2 x 20 minutos com menos tempo para jogos nacionais de escalões de formação.
Diversas regras seguiram os mesmos princípios do Hóquei em Campo, incluindo o stick e a bola, embora mais tarde se tenha passado a exigir que a bola de Hóquei de Sala fosse lisa. Em 1986 o livro de regras foi reescrito para ficar o mais próximo possível das regras de Hóquei em Campo.
Uma regra de Hóquei de Sala em 1966 tornava possível a marcação de uma grande penalidade a 7 metros por “qualquer comportamento grave e antidesportivo, de uma equipa, na sua metade do campo”. Havia também uma regra que tornava possível a marcação de um canto curto por uma falta intencional dentro da metade do campo do jogador que a cometia. Em 1966 um jogador podia ser suspenso até ao final do jogo e um guarda-redes suspenso ou incapacitado tinha de ser substituído por outro guarda-redes.
Finalmente, o uso da mão para a bola no ar durante o jogo ou durante a marcação de um canto curto por jogadores de campo foi permitida até 1992.
 
1974
  1. Os jogadores de campo não podem estar parados na baliza dos seus adversários;
  2. O tempo é prolongado no final da primeira parte e no final do jogo para permitir a conclusão de um canto curto;
  3. Antes da edição revista em 1976 – proibição de substituições após a marcação de um canto curto e de uma grande penalidade.
1975/6
  1. O stick do jogador tem de estar no solo quando este joga a bola num remate à baliza;
  1. O jogador não pode jogar ou bater a bola no ar (mas pode-a parar);
  2. Os jogadores não podem tomar parte do jogo enquanto estão deitados no solo exceto os guarda-redes dentro da sua área, o que foi introduzido porque os jogadores, ao estarem deitados no solo reduziam a área de jogo causando obstrução desnecessária.
1978
  1. Um jogador lesionado pode ser substituído estando o jogo a decorrer (mas apenas o jogador lesionado);
  2. Ficou também claro que a jurisdição de um árbitro também era extensível a todos os jogadores incluindo os que estavam sentados no banco de suplentes.
1979
  1. A substituição de um guarda-redes por um jogador de campo com privilégios de guarda-redes exigia que este usasse uma camisola de cor diferente dos restantes atletas;
  2. Foi introduzida uma regra para permitir a substituição de um guarda-redes incapacitado em cantos curtos e em grandes penalidades;
  3. O procedimento de utilização dos cartões coloridos (verde, amarelo e vermelho) foi formalmente introduzido;
  4. Permitir um remate à baliza após a bola ter sido parada (pela mão ou pelo stick) quer dentro quer fora do circulo;
  5. Na marcação de um livre todos os jogadores adversários tinham de estar pelo menos até 3 metros de distância da bola; na marcação de um livre até três metros da área, todos os jogadores tinham de estar a três metros da bola;
  6. Livres resultantes da saída por cima das tabelas podiam ser marcados até um metro das tabelas.
1986
A revisão total do livro de regras apareceu baseada na revisão do livro de regras de Hóquei em Campo e incluía Orientação e Conselhos para Jogadores e Árbitros.
  1. Nenhum jogador (exceto o guarda-redes) joga com joelhos, braços ou mãos no chão durante o ato de jogar a bola ou a parar nos cantos curtos;
  2. Numa jogada normal era permitido que a mão que segurava o stick estivesse em contacto com o chão para efeitos de desarme;
  3. Não era permitido aos guarda-redes jogarem a bola fora da área enquanto estivessem deitados no chão;
  4. Não era permitido aos jogadores entrar (ou ficar) intencionalmente dentro da baliza dos seus adversários ou correr por trás de qualquer uma das balizas.
1990-92
  1. É eliminada a possibilidade de marcação de uma grande penalidade por “qualquer comportamento grave e antidesportivo, de uma equipa, na sua metade do campo”.
  2. Requisitos relacionados com equipamento pessoal, incluindo capacetes usados por guarda-redes;
  3. É permitido aos guarda-redes parar a bola com o seu stick acima do ombro;
  4. Enquanto atuavam como guarda-redes, não era permitido aos jogadores de campo, usar capacetes fora da área mas tinham obrigatoriamente de defender um canto curto e uma grande penalidade, 1992.
O conselho de Regras de Hóquei alinhou o Hóquei de Sala com o Hóquei em Campo ao abolir qualquer uso da mão exceto por guarda-redes que defendem a sua baliza incluindo também o uso da mão para parar a bola nos cantos curtos. Esta medida gerou controvérsia entre os seguidores do jogo que apontavam para o facto de deixar de ser possível a um jogador de campo parar, com a mão, um remate alto à baliza durante a marcação de um canto curto. Contudo, a regra acabou por ser aceite pela comunidade hoquista em virtude do facto de o Hóquei vir ser considerado como um jogo de stick e bola.
 
1996 
  1. Passe na marca de meio campo em qualquer direção para o início e reinício do jogo;
  2. Na marcação do livre a bola tem de se mover pelo menos 10 centímetros antes que outro jogador da mesma equipa possa jogar a bola; o livre não tem de ser marcado no local exato da falta mas até uma distância de 3 metros do mesmo;
  3. É permitido aos guarda-redes usar “protetores de mãos” que já não sejam referenciados como luvas especiais de guarda-redes ou tenham qualquer refereência a dedos e que estejam sujeitos a limitações de tamanho (23 centímetros de largura e 35,5 centímetros de comprimento);
  4. É simplificada a regra da obstrução e passa a ser considerado falta manter a bola encostada à tabela.
O novo livro de 1996 também inclui Conselho Técnico, uma inovação introduzida para ajudar os países a iniciar e melhorar as infraestruturas de Hóquei.
 
2000
  1. Foi acordada a especificação do stick – foi incluído um diagrama do stick no livro de regras de Hóquei de Sala;
  2. Regra experimental obrigatória relacionada com jogar com a extremidade do stick;
  3. É permitida a substituição de um atacante ou defensor durante a marcação de uma grande penalidade;
  4. A responsabilidade do capitão pela disciplina da equipa foi aumentada e passou a ser extensível aos suplentes;
  5. Se uma nova falta for feita antes a marcação de uma falta é possível avançar 5 metros o local de marcação falta, aumentada a sua penalização e/ou considera-la como conduta incorreta, ou reverte-la caso a falta tenha sido cometida pela equipa que tinha beneficiado da falta anterior.
2004
Esta foi a primeira atualização das Regras de Hóquei de Sala desde 2000. Achou-se portanto apropriado incorporar as pequenas alterações relevantes que tinham entretanto sido introduzidas no Hóquei em Campo. A apresentação geral do Hóquei de Sala foi também simplificada pela adoção de regras comuns em Campo e Sala sempre que fosse adequado mas mantendo as características de cada versão do jogo.
  1. Em comum com o Hóquei em Campo, permitir ao capitão estar no campo ou, em determinadas alturas do jogo, ser um jogador suplente;
  2. Tornar as regras que governam a substituição as mesmas para Campo e Sala (ie em qualquer altura exceto durante a marcação de um canto curto e até este estar concluído);
  3. Simplificar e estandardizar a forma como o canto curto é concluído para efeitos de substituição, no final da 1ª parte e no final do jogo;
  4. Obrigar aos jogadores de campo que saem do campo por lesão, para se hidratar, para mudar de equipamento ou por alguma razão que não uma substituição, de reentrarem apenas até 3 metros da linha de meio campo;
  5. Especificar como o resultado do jogo é decidido;
  6. Racionalizar procedimentos para iniciar e reiniciar o jogo de forma a que os procedimentos para a marcação de livres também sejam utilizados no passe na marca de meio campo e na reposição da bola em jogo após a mesma ter passado por cima das tabelas ou tenha saído pela linha de fundo;
  7. Manter as características fundamentais do bully mas simplifica-lo requerendo que os sticks se toquem apenas uma vez;
  8. Especificar que jogadores não podem forçar o adversário a uma falta não intencional;
  9. Simplificar a regra da obstrução referindo na própria regra apenas ao principío de que os jogadores não podem obstruir um jogador que está a tentar jogar a bola;
  10. Especificar que os jogadores não podem desarmar o adversário a não ser que possam jogar a bola sem contacto físico;
  11. Especificar a regra da vantagem de forma mais simples e clara;
  12. Introduzir no Hóquei de Sala a Regra Experimental Obrigatória que permite a um defesa usar o stick para parar ou desviar um remate à baliza a qualquer altura;
  13. Introduzir no Hóquei de Sala a Regra Experimental Obrigatória que especifica que a bola tem de sair da área mas não tem de parar durante a marcação de um canto curto; esta redação substituiu a obrigação anterior que obrigava a bola a ser parada ou ficasse parada dentro ou fora do círculo antes de ser rematada à baliza;
  14. Obrigar o jogador que marca a grande penalidade a iniciar a sua marcação colocando-se atrás e a uma distância de 3 metros da bola e não permitir que esse jogador se aproxime da bola ou do guarda-redes após a marcação do penalty (a limitação anterior de dar apenas um passo foi eliminada);
  15. Especificar que o apito tem de soar para iniciar a marcação da grande penalidade;
  16. Especificar que o apito tem de soar para iniciar a marcação de uma grande penalidade quando ambos os jogadores estão em posição (em vez de obrigar o árbitro a confirmar que ambos os jogadores estão prontos pois isso pode causar confusão em situações de ausência de língua comum);
  17. Foi especificado que a grande penalidade é marcada outra vez se o guarda-redes evita a marcação de um golo mas sai da linha de golo ou move um dos pés antes da bola ter sido jogada;
  18. Permitir que a duração pretendida de uma suspensão temporária seja prolongada por mau comportamento de um jogador suspenso;
  19. Introdução de novos sinais de arbitragem para indicar jogo perigoso e obstrução do stick.
2005
  1. Permitir a um defesa usar o stick para parar ou desviar um remate à baliza a qualquer altura;
  2. Especificar que a bola tem de sair da área mas não tem de parar durante a marcação de um canto curto.
2006
A única alteração deste ano foi a da curva máxima permitida para o stick, reduzida de 50 para 25 mm.
 
2007/8
  1. Permitir a uma equipa escolher entre ter um guarda-redes em campo (com equipamento completo) ou jogar inteiramente com jogadores de campo (sem que nenhum tenha privilégios de guarda-redes);
  2. Especificar a proteção do rosto permitida aos jogadores de campo, sobretudo em relação à defesa de um canto curto;
  3. O defesa não é penalizado se o seu stick não está imóvel ou a movimentar-se para a bola enquanto tenta parar ou desviar um remate à baliza, mesmo quando a bola está acima do ombro;
  4. Permitir que o guarda-redes use as suas mãos, braços ou qualquer outra parte do seu corpo para afastar a bola mas apenas enquanto parte de uma defesa e não para impulsionar fortemente a bola de modo a que esta percorra uma longa distância.
2009
  1. Um recinto de jogo deve ser o tamanho completo de 44 metros por 22 metros a não ser que não seja possível em determinados pavilhões;
  2. Para permitir que as equipas revejam o seu plano e táticas de jogo, foram introduzidos descontos de tempo;
  3. Tal como no livro de regras de Hóquei em Campo de 2009, o jogador que marca um livre pode usar o autopasse e assim continuar a jogar a bola imediatamente após marcar o livre;
  4. Adicionalmente, na marcação de livres por uma equipa na metade do campo que atacam, a bola não pode ser jogar diretamente para a área; tem de ser jogada por outro jogador ou tocar nas tabelas.
As grandes alterações descritas anteriormente foram implementadas como Regras Experimentais Obrigatórias de modo a assegurar a sua monitorização e revisão. Outras pequenas alterações ajudaram a clarificar e explicar certas regras:
  1. Como atuar com uma equipa que tem jogadores a mais no campo;
  2. Foram clarificadas as posições e tarefas e quando se joga com um guarda-redes, um jogador de campo com privilégios de guarda-redes ou apenas com jogadores de campo;
  3. As circunstâncias em que um guarda-redes ou jogador de campo com privilégios de guarda-redes pode afastar a bola usando as suas mãos, braços e corpo;
  4. As situações em que o canto curto está concluído foram
  5. As situações em que um canto curto está concluído foram consolidadas dentro da Regra do Canto Curto.           
2011
  1. A regra do autopasse que tinha sido introduzida como experimental obrigatória em 2009 foi confirmada como regra oficial. A restrição de os jogadores de uma equipa empurrarem a bola diretamente para a área na marcação de um livre no meio campo que atacam foi revista de forma a permitir que a bola entre na área diretamente após tocar na tabela fora da área. Devido a esta alteração, a anterior regra experimental obrigatória foi confirmada como regra oficial.
A regra que especificava que “jogadores não podem forçar o adversário a uma falta não intencional” foi eliminada. Qualquer ação deste tipo pode julgada a partir de outras regras.
As penalidades aplicadas por uma falta durante a marcação de um canto curto foram referidas em detalhe pela primeira vez. As penalidades aplicadas por uma fala durante a marcação de uma grande penalidade foram racionalizadas.

1. A História do Hóquei

2. O Hóquei Feminino

3. O Hóquei de Sala (Indoor)

4. As primeiras competições internacionais

5. A Relva Sintética e a Inovação Tecnológica dos Materiais

7. A organização do Hóquei

7.1 Federação Internacional de Hóquei
7.2 Federação Europeia de Hóquei
7.3 Federação Portuguesa de Hóquei
7.4 Regulamentos
7.5 Principais competições internacionais

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