EuroHockey Espinho 2016: Resumo da 1ª jornada



O primeiro dia do Europeu de Espinho começou com os jogos da série A e com um empate a duas bolas entre a Inglaterra e a Escócia. Foi um jogo equilibrado, nem sempre bem jogado, mas com os atletas a correrem muito. O resultado final reflecte o que se passou em rinque.
 
O segundo jogo, que opôs a França à Croácia, terminou, como era esperado, com a vitória dos gauleses por 6-4; ao intervalo, já venciam por 3-1.
 
A vitória francesa alicerçou-se, fundamentalmente, numa grande eficácia nos cantos curtos, na enorme pressão sobre a saída de bola dos croatas e na segurança defensiva do gigante Maxime Daughin (substituído, entretanto, quando o marcador se dilatou) e do guarda-redes Marc Regnault. Quando, a dois minutos do fim o marcador se encontrava em 6-1, esperava-se uma goleada. Mas a excessiva descompressão da França deu asas à Croácia, que, no período final, marcou por três vezes, equilibrando, assim, o resultado final.
 
Ucrânia e Bélgica disputaram, de seguida, o terceiro jogo da prova, o primeiro da série B. Os ucranianos, muito aguerridos, marcaram primeiro, mas a Bélgica puxou dos galões, igualou e adiantou-se mesmo no marcador com seis minutos para jogar no primeiro tempo. A pressão acentuou-se e, não fora Iaroslav Hordey, o guarda-redes ucraniano, o intervalo, com o resultado parcial de 3-1, poderia ter-nos presenteado um marcador mais dilatado.
 
A segunda metade começou, praticamente, com o 4.º golo da Bélgica, mas a Ucrânia aproveitou o facto de ter mais um jogador em campo e reduziu aos 8 minutos desse segundo tempo. Com a reentrada dos jogadores suspensos, a Bélgica voltou ao comando da partida, mas os avançados mostraram-se perdulários, falhando oportunidades soberanas, pecado que podemos apontar também à Ucrânia, pelo menos uma vez. Mas, na resposta ao falhanço de baliza aberta dos ucranianos, respondeu a Bélgica com o 5.º e o 6.º golos, no espaço de 30 segundos, e ainda com uma bola ao poste. O 7.º golo parecia já um castigo pesado, mas aconteceu. No último minuto, a Ucrânia, de canto curto, reduziu para 7-3, mas a Bélgica cimentou a goleada com o 8.º, a 15 segundos do fim, estabelecendo o resultado final de 8-3.
 
Portugal entrou em cena logo a seguir. Foi contra a Dinamarca, no fecho da primeira jornada.
 
O golo de Bruno Santos, no último minuto antes do intervalo, minimizou um pouco aquele conceito de que, não obstante mais posse de bola e mais oportunidades, não basta dominar os princípios do jogo, como fez Portugal que andou um bom quarto-de-hora da primeira metade a acantonar a Dinamarca no seu meio rinque, depois do golo madrugador que colocava os nórdicos na frente do marcador. No entanto, a selecção portuguesa não esmoreceu e lá conseguiu o empate a uma bola, resultado com que se atingiu o intervalo.
 
No segundo tempo, mais do mesmo, controle de Portugal e golo da Dinamarca, depois de uma boa meia-dúzia de oportunidades desperdiçadas pela equipa portuguesa. Ricardo Oto, com 9 minutos para jogar, repôs o empate. A pouco mais de 3 minutos do fim, num canto curto algo controverso, a Dinamarca colocou-se de novo na frente e, quando Portugal já jogava com guarda-redes avançado, os nórdicos acabariam mesmo por marcar o 4-2, que seria o resultado final.
 
Injusto? A Dinamarca fez o seu jogo, marcou mais golos do que Portugal e não tem culpa de que os “linces” tivessem esbanjado tantas hipóteses. Tantas de muitas!
 
Armindo Vasconcelos

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