Canto Curto com António Cunha, antigo Presidente do CA e Diretor das Seleções Nacionais



O "Canto Curto" está de regresso com uma entrevista a António Cunha, antigo Presidente do Conselho de Arbitragem e Diretor das Seleções Nacionais da FPH.

Apesar de ter estado toda uma vida ligado ao Andebol, António Cunha fez parte de grandes momentos do hóquei português, como a subida à divisão B conquistada em 2005, na Ucrânia. Apreciador de vários atletas internacionais e treinadores portugueses, o antigo dirigente hoquista revela a sua admiração particular por Luis Ciancia, selecionador nacional da modalidade que liderou os linces na famosa prova de 2005.

A terminar, António Cunha diz-nos também quais são os seus maiores sonhos para a modalidade.

Nome: António Alberto Dias da Cunha

Data de nascimento e Signo: 17/06/46, Gémeos

Profissão: Prof. Universitário na FADEUP

Filme preferido: Os Miseráveis

Banda preferida: Beatles

Clube: Futebol Clube do Porto, sócio 2309

Função na modalidade: No Andebol fui jogador, treinador e selecionador nacional “A”. No Hóquei fui Presidente do Conselho de Arbitragem e Diretor das Seleções Nacionais.

Como se interessou pela modalidade: Através da amizade com o Presidente José Pedro Sarmento, quando este treinava o Lamas.
O que mais o atrai na modalidade: O ambiente desportivo, virtuosismo da técnica em jogo e a qualidade de maioria dos atletas internacionais, assim como o nível dos árbitros, dos quais destaco o Pedro Teixeira, árbitro Olímpico, Mário Faria, Luís Terêncio, Rui Figueiredo e Ana Faias.

Prefere Campo ou Sala: Hóquei em campo na relva sintética, embora tivesse visto hóquei praticado na terra, como o era no Campo da Constituição e dos célebres jogos Porto-Ramaldense. O hóquei de sala é uma variante da modalidade, sendo ótimo para se abordar na Escola.

Jogador(a) de Hóquei preferido(a): Um grande número de atletas internacionais, nomeadamente Marcos Ferreira, Catita, Hugo Gonçalves, Bruno Santos, Hugo Santos, Pedro Santos, Leandro Morais, Pedro Oliveira, Carlitos, Ricardo Cunha, José Catarino, Rui Graça e Flávio Pinto, entre outros jovens de excelente nível técnico.

Treinador(a) de Hóquei preferido: Pela dedicação e humildade ao serviço do hóquei, saliento António Terra, Vítor Vaz, Mário de Almeida e, logicamente,  o selecionador Luís Ciancia (argentino) de grande competência técnica e liderança junto da equipa nacional.
 
Adversário mais difícil: No Andebol , Sporting e Belenenses como jogador, como Treinador, ABC, Porto, Benfica e Vitória de Setúbal.

Melhor jogo a que assistiu: Os jogos de Andebol Porto-Sporting, ABC-Porto e ABC-Benfica.

Melhor golo a que assistiu: Muitos e brilhantes.

Melhor momento no Hóquei: Participação no Europeu na Ucrânia, onde esteve à frente da equipa nacional o Luís Ciancia, um treinador fantástico e que valorizou muito o hóquei português e os seus atletas. Refiro também a participação em Itália no europeu masculino e feminino de hóquei sala.
Destaco ainda o fantástico trabalho na organização da modalidade e respetivos campeonatos nacionais por parte do Diretor Técnico Nacional Filipe Soares.

Maior sonho para o Hóquei: As seleções chegarem as fases finais dos europeus e mundiais, dar  continuidade ao excelente trabalho que está a ser realizado pela actual direção da federação, capitaneada pela Prof. Joana Gonçalves, que usa   todo o tempo disponível para valorizar a sua modalidade, assim como os jogadores e clubes. Criação da Casa das Seleções em Lousada e movimentar, a nível escolar, o hóquei de sala em 3 centros  de excelência: Lousada, Lisboa e Mirandela. Além disso, manter um departamento ativo  na área da comunicação, e utilizar as redes sociais para a divulgação das várias atividades nacionais e internacionais.
Tive um grande prazer na função de Presidente do Conselho de Arbitragem, onde  todos os jogos tinham árbitros, bem como na realização de  2 excelentes cursos de valorização dos árbitros e  juízes de mesa com Antonio Morales, representante da Federação Europeia da modalidade.

Superstição ou ritual que tenha no Hóquei: Fiquei admirado, como dirigente, com os  rituais muito parecidos com o Futebol (estive no Departamento do Futebol Clube do Porto – Futebol Profissional no tempo do Mister Aimoré Moreira e dos jogadores António Oliveira, Fernando Gomes Vítor Baía, Rodolfo Reis, João Pinto, entre outros). Estudei o caracter e a motivação dos  jogadores  pela forma desportiva, ou não, como utilizavam o stick  na relação com a bola e  nos duelos  com os adversários.

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