Sérgio Ferreira fala do projeto do hóquei na Casa Pia



A FPH está a desafiar os treinadores e responsáveis técnicos das equipas que participam nos campeonatos nacionais a falarem um pouco sobre as suas equipas e quais as expetativas para a época 2013/2014.

Sérgio Ferreira, líder do hóquei na Casa Pia, fala do projeto que pretende implementar a largo prazo assente em três pilares fundamentais: escola, família e desporto.

FPH: A Casa Pia regressou "oficialmente" esta época à modalidade, depois dos seus atletas competirem durante alguns anos pelo Fut. Benfica. Como renasceu e em que consiste o projeto do hóquei no seio do clube e da instituição?

Sérgio Ferreira (SF): Este ano o CPAC voltou ás competições fruto do trabalho efetuado com o Futebol Benfica nos últimos quatros anos, com a respetiva ligação à instituição “Casa Pia de Lisboa”.
 
O CPAC esteve sempre ligado ao hóquei com o CED Maria Pia, onde estava um dos nossos fundadores do hóquei : o José Gomes. Este ano ligamos as duas escolas e aproveitamos a parceria Casa Pia de Lisboa/Casa Pia Atlético Clube para que a modalidade crescesse no seio destas instituições.
 
A verdade é que este trabalho que elaboramos com o Futebol Benfica começa a dar os seus frutos, sendo que muito se deve a esta equipa histórica do hóquei com a qual, ainda hoje, mantemos laços de amizade e parceria nas infraestruturas de que ambos dispomos. Ao Sidónio Nobre, ao Vasco e ao Vítor Vaz, o nosso obrigado.

FPH: Qual é o plano de desenvolvimento deste projeto a longo prazo? Qual é a vossa estratégia para fazer crescer o hóquei no Casa Pia?

SF:
Vamos continuar a fazer crescer a nossa escola de hóquei. Para o ano teremos mais um CED da Casa Pia de Lisboa. Temos como objetivo que o hóquei esteja em todos os centros de educação e desenvolvimento da Casa Pia, de forma a termos, num futuro próximo, competição interescolar e interturmas, tirando daí o “suco” para o clube, para nos apresentarmos mais fortes nas competições nacionais.
 
Este ano temos 119 atletas em dois CED´s da Casa Pia de Lisboa, onde 38 são do género feminino e 81 masculinos. Neste último grupo temos vários surdos, que já deram passos largos na nossa modalidade, formando inclusive o nosso grupo de Parahóquei. Além disso, estamos também a tentar preparar a nossa equipa feminina com duas gerações de casapianas.

Continuamos por isso a não quer fugir à síntese deste projeto, no qual acreditamos que as famílias, a escola e o desporto são peças importantes no próprio projeto de vida de cada um dos jovens.

Assim, continuamos a trabalhar com a escola e as famílias para que estes jovens consigam ter no desporto um equilíbrio na sua formação cognitiva, permitindo a sua evolução dentro da própria modalidade.
 
FPH: No curto prazo, que resultados relevantes já conseguiram e de que forma estes são um sinal positivo do que pretendem para o clube?
 
SF:
Nos últimos anos estes jovens assistiram a uma melhoria do seu desempenho escolar e a um aumento da participação das suas famílias no desporto. Naturalmente que isto se traduziu numa melhoria dos resultados desportivos na modalidade mas, mais importante do que isso, é o equilíbrio entre os três fatores referidos anteriormente: escola, família e desporto.

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