Elisabete Ribeiro fala do atual momento do Juventude e da sua estratégia para (voltar a) crescer

  

A FPH está a desafiar os treinadores, responsáveis técnicos e dirigentes das equipas que participam nos campeonatos nacionais a falarem um pouco sobre as suas equipas e quais as expetativas do projeto no qual estão inseridos.

Elisabete Ribeiro, líder do Juventude HC, fala das dificuldades que o clube tem enfrentado nos últimos anos, qual o projeto de desenvolvimento a longo prazo e a possibilidade de voltarem a ter hóquei feminino.

FPH: O Juventude está neste momento um pouco longe do número de atletas/escalões que já teve há alguns atrás. O que se passou para isto acontecer e que estratégia delinearam com vista à recuperação do número de atletas/escalões?
 
Elisabete Ribeiro (ER):
O Juventude está a atravessar uma fase menos boa em relação aos atletas, com muita pena nossa, uma vez que não possuímos meios de transporte e financeiros suficientes para fazer a deslocação casa/treinos e treinos/casa. Além disso, também temos poucas pessoas especializadas (treinadores) para ajudar no desenvolvimento do clube. Neste momento temos apenas um treinador, António Ribeiro, sendo que temos 2 jogadores, o Diogo Rocha nos sub18 e o Carlos Filipe nos sub15, que ajudam sempre que necessário. O resto fica ao meu encargo.
 
FPH: A longo prazo, qual é o plano de desenvolvimento delineado para o clube? Dos recursos humanos aos materiais, entre outros, que medidas estão a tomar para garantir um crescimento sustentado  do Juventude?
 

ER: A longo prazo espero que o clube cresça para ser como era, com a ajuda de mais atletas que pretendam tirar o curso de treinador, que entretanto também tiram a carta. Com a ajuda do subsídio dado pela Câmara Municipal de Lousada pretendemos comprar um meio de transporte (carrinha de 9 lugares). Dessa forma, acho que será possível um crescimento sustentado.
 
FPH: Na perspetiva de desenvolvimento referido, há espaço para o hóquei feminino?
 
ER:
Claro que há espaço para o hóquei feminino, aliás, nós temos 2 atletas femininas que se não houver este escalão para a próxima época, elas não terão onde jogar, o que me deixa muito triste. Já falei com algumas antigas atletas e elas têm vontade de voltar a jogar, agora tudo depende delas. No início da próxima época é que iremos saber se jogaremos nas duas vertentes ou só em sala.  

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