Eurohockey Indoor Junior Championship - Divisão A: Antevisão do selecionador Mário Almeida!



Onze anos depois da última presença no principal campeonato Europeu Indoor sub-21, optamos por uma preparação diferente da que vinha sendo hábito. Preferenciamos os jogos mais em detrimento dos treinos, tendo tido a oportunidade de enfrentar adversários dos mais diversos estilos diferentes. Começamos em Lisboa, defrontando as equipas seniores locais em torneio, aproximando a seleção aos clubes, dando competição a ambos. Depois, com a ajuda do Bernardo Fernandes, encontramos uma solução extremamente barata para competição já a um nível mais intenso.
 
A parte final da preparação, já na Polónia, previu a realização de testes duríssimos, nomeadamente um jogo contra o KS Pomorzanin (equipa que está no KO16 da EHL esta época), Áustria e Suiça, claras candidatas ao pódio desta competição.
 
Ao nível organizativo tudo correu pelo melhor, tendo sido rigorosamente cumprido o plano traçado sem qualquer sobressalto. Já a nível desportivo, esta forma de preparação foge um pouco aos nosso hábitos, tendo ficado aquém do esperado a evolução e o crescimento da equipa para chegar a top ao primeiro jogo do Europeu.
 
Amanhã começamos frente à equipa da casa, esperando um ambiente fantástico, bem diferente do que estamos habituados, numa instalação desportiva de primeiro nível. Prevejo grandes dificuldades, orientando teoricamente esforços para os jogos de sexta à tarde e sábado de manhã, frente a Turquia e Russia. Creio que aqui se definirá que escalonamento teremos na classificação final.
 
Ao estar numa competição Junior, com a mais jovem selecção aqui presente, não tracei objectivos nem tenho expectativas. Recordo que fazem parte da nossa equipa 4 jogadores sub-18 e apenas 2 estão no seu último ano de sub-21; Sete jogadores terão idade sub-21 daqui a dois anos. É muito difícil definir um objectivo classificativo jogando num pavilhão destes, a um nível destes, com uma equipa tão nova e apenas com os autonómicos como experiência. Também é verdade que 3 jogadores estiveram na equipa senior campeã europeia da Divisão C e que 7 estiveram na subida à Divisão A de hóquei em campo, mas ainda assim curto, uma vez que, quer os seniores sala de há um ano, quer os sub-21 de campo de Lousada tinham uma base sólida recheada de experiência.
 
Inclusivamente, como sempre referi, deveremos repensar a nossa participação em provas que cada vez mais estão no Leste Europeu exclusivamente. Reparemos que Alemanha, Espanha, Holanda, Bélgica, Inglaterra, Irlanda, Fança, Itália e muitas outras nações importantes não jogam esta competição. Creio, portanto, que será importante avaliar esta competição com esta presença e perceber se, por um lado, temos massa crítica no nosso reduzido número de jogadores seleccionáveis para estar a este nível e, por outro, se faz realmente sentido gastar os poucos euros disponíveis neste tipo de competições ou, alternativamente, deveremos aprofundar o relacionamento com Espanha para trabalhar o desenvolvimento das nossas equipas para os Europeus de campo.

Não obstante tudo isto, a minha convicção é que o normal será assegurar a manutenção, com o 5º ou sexto lugar. Se estivermos em grande nível, podemos entrar nos 4 primeiros. Se estivermos ao nível que temos estado nesta preparação, desceremos de divisão.

Mário Almeida


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