CNHC SM - Final Play Off: Antevisão do CFU Lamas e AD Lousada!



O treinador do CFU Lamas, José Catarino, e o responsável pela orientação da ADL, Fernando Gomes, fazem a antevisão da final do play-off do campeonat nacional de seniores. 

A final será jogada em duas mãos, dias 30 e 31 de maio, pelas 17:00 no Complexo Desportivo de Lousada.


Antevisão do treinador do CFU Lamas, José Catarino:

 
FPH: Que leitura faz do seu percurso durante este campeonato?
JC:
O União Lamas acabou por fazer um percurso estável durante a fase regional que permitiu finalizar em 1º Lugar.

FPH: Qual o objetivo traçado para esta final?
JC:
A partir do momento que chegamos à fase final o nosso único objectivo é ganhar no conjunto dos 2 jogos.

FPH: Que dificuldades esperam encontrar?
JC:
Muitas! Vamos defrontar os actuais Campeões Nacionais, que estão a passar por um bom momento, moralizados ainda pelos resultados alcançados na Campeonato da Europa (a quem desde já damos os Parabéns) e que vão beneficiar de jogar ambos os jogos em sua casa.

FPH: Que estratégias definiram para as ultrapassar?
JC:
Não temos uma estratégia especifica. Ambas as equipas já se conhecem muito bem e no meu entender, estes tipo de jogos,  decidem-se por pequenos pormenores em que a equipa que, mentalmente estiver mais forte, terá com certeza vantagem.

FPH: Uma vez que a final é jogada em duas mãos, definiram algum tipo de abordagem distinto para cada um dos jogos?
JC:
Esse tipo de estratégia poderemos vir a tomá-la apenas no decorrer dos jogos, nada mais. Apesar da final ser disputada em 2 mãos temos que encarar ambos os jogos para vencer.

FPH: No seu entender, o facto de terem participado e vencido recentemente o campeonato europeu de clubes, poderá ser encarado com um fator impulsionador de motivação física e mental?
JC: Sim, foi muito importante ganhar e é claro que as vitórias trazem sempre mais motivação a vários níveis. Contudo, temos consciência, que estes 2 jogos da fase final vão ser completamente diferentes.


Antevisão do resposnável do AD Lousada, Fernando Gomes:


FPH: Que leitura faz do seu percurso durante este campeonato?
FG:
Só comecei a trabalhar com a equipa na meia final da Taça, precisamente contra o Lamas aqui em Lousada.
Fiz, claro, um diagnóstico do funcionamento da equipa nos treinos e jogos mas também conversando com os jogadores. Comecei a implementar algumas ideias que considero importantes e ajustei aquelas que se mostraram inadequadas. É importante haver sintonia e que a equipa acredite na sua forma de jogar e isso só se consegue havendo partilha de ideias entre todos. A equipa foi melhorando a qualidade de jogo e a confiança com que os aborda. As exibições na meia final do play-off contra a Carris e nos jogos do EuroHockey Club Champions Challenge demonstram isso mesmo. E, obviamente quando há qualidade no nosso jogo isso reflecte-se nos resultados. Foram 5 excelentes jogos da nossa parte com muitos golos marcados e muito poucos sofridos.
Temos vindo a jogar cada jogo mais confiantes, a cada jogo melhor e creio que encontramos o caminho a seguir para o futuro em termos de modelo de jogo.


FPH: Qual o objetivo traçado para esta final?
FG:
Ganhar, obviamente. Nesta ADL nem podia ser de outra forma. É difícil encontrar um grupo tão ambicioso, exigente com eles mesmo e com todos como existe nesta casa. Aqui os títulos conquistados não amoleceram ninguém.

FPH: Que dificuldades esperam encontrar?
FG:
Primeiro as dificuldades inerentes a uma final de Campeonato. A carga psicológica destes jogos é enorme e há que saber lidar com ela. Se a encararmos da pior forma ela tornar-se-à o nosso pior adversário. Depois, também, claro, as dificuldades que o Lamas nos vai colocar. Estamos a falar do clube que conquistou o primeiro lugar na fase de apuramento, é, portanto,um adversário a respeitar e que vai exigir o melhor de cada um de nós.

FPH: Que estratégias definiram para as ultrapassar?
FG:
Sermos honestos connosco e com a história do clube. Respeitarmos os adversários mas assumindo, sempre, a nossa qualidade e o nosso jogo. Neste clube todos adoram uma batalha dura e competitiva e este play-off vai ser isso mesmo. Se estivermos tão comprometidos com o jogo  e concentrados quanto o adversário, estou certo que a nossa qualidade se vai impor. Por muito óbvias que pareçam as ideias tudo se resume efetivamente a isso.

FPH: Uma vez que a final é jogada em duas mãos, definiram algum tipo de abordagem distinto para cada um dos jogos?
FG:
A nossa forma de jogar não está dependente do número de jogos nem do adversário. Vamos, portanto, jogar da mesma forma no Sábado e no Domingo. E vamos, em ambos, mostrar a mesma ideia- queremos ganhar o jogo.

FPH: No seu entender, o facto de terem participado e vencido recentemente o campeonato europeu de clubes, poderá ser encarado com um fator impulsionador de motivação física e mental?
FG:  Claro que sim. Inicialmente receei os problemas físicos que pudessem advir de três jogos tão próximos e com intensidades tão altas, mas todos aguentaram muito bem o esforço exigido. Este Challenge exigiu que jogássemos ao nosso melhor nível. Foram jogos intensos, com muita qualidade e isso pode ter um transfer muito positivo para esta final. Acredito que se jogarmos com a intensidade e qualidade que jogamos neste Europeu estaremos mais próximos de conquistar mais um campeonato para a ADL.

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