Rui Figueiredo, o Juíz-tutor



Às vezes ganhamos, às vezes perdemos, mas aprendemos sempre. O juíz português de hóquei Rui Figueiredo decidiu levar esta máxima à letra e, no final dos encontros do escalão sub-13 por ele arbitrados, reúne os jovens jogadores e dá-lhes uma pequena palestra. Aos pupilos são incutidos ensinamentos sobre como abordar corretamente os lances de jogo, o hóquei, e a própria vida que têm pela frente. Em declarações à Federação Portuguesa de Hóquei, o personagem principal desta história, o juíz Rui Figueiredo, contou-nos mais acerca deste assunto que já despertou interesse um pouco por toda a comunidade.

Rui Figueiredo, sempre descontraído e modesto, apesar de estar ciente do caráter inovador das suas tutorias, começa por evidenciar que “é extremamente importante, nos escalões de formação, o acompanhamento dos atletas não só a nível técnico e tático, mas também a nível disciplinar e das regras inerentes à modalidade, ou seja, ações que podem, ou não, ser tomadas”. Tendo isto em conta, após cada jogo por si dirigido, o árbitro de hóquei reúne os jogadores de ambas as equipas e faz “duas ou três observações acerca de ações faltosas” e indica-lhes outras formas (legais) de abordar esses lances.

Estas autênticas aulas levadas a cabo pelo juíz português têm-se revelado bastante profícuas em termos práticos. Mais do que palavras de apreço, Rui destaca “a mudança dos jogadores na abordagem a determinados lances e da própria postura em campo” como o melhor feedback que poderia receber. Acrescenta, ainda, que “nota-se que eles [os jogadores] aprendem, apreendem e aplicam os ensinamentos que lhes vão sendo transmitidos, o que é fantástico”.

Outro aspeto a realçar é a contribuição deste tipo de tutoria para a evolução dos jovens jogadores de hóquei, não só enquanto profissionais da modalidade, mas também como pessoas. Quanto a isto, Rui Figueiredo é peremptório a declarar que “o diálogo é importante para a formação de um jovem, seja ele atleta ou não. É importante para eles ouvir os conselhos de alguém com mais experiência”.

Se este método sem precedentes que Rui Figueiredo criou terá repercussões de grande relevo na modalidade e nos próprios atletas profissionais portugueses de hóquei, só o futuro o dirá. No entanto, é evidente a aceitação e congratulação por parte da comunidade envolvida e, principalmente, dos atletas que, desde tenra idade, recebem uma educação/formação para as normas da modalidade que praticam, para o respeito pelo outro e para a própria cidadania no seu todo.
 
 
Rui Figueiredo, O Juíz-tutor

Às vezes ganhamos, às vezes perdemos, mas aprendemos sempre. O juíz português de hóquei Rui Figueiredo decidiu levar esta máxima à letra e, no final dos encontros do escalão sub-13 por ele arbitrados, reúne os jovens jogadores e dá-lhes uma pequena “palestra”. Aceda à reportagem na íntegra em: http://bit.ly/1YGDDQU

Publicado por Federação Portuguesa de Hóquei em Domingo, 27 de Dezembro de 2015

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