EuroHockey Espinho 2016: Resumo da 1ª jornada da 2ª fase de grupos



Escócia e Ucrânia iniciaram, ao princípio da tarde, a segunda fase, num jogo que opôs os 4.ºs classificados da primeira fase num grupo de que fazem parte ainda Portugal e Croácia e onde se decide quem da parte inferior da tabela se mantém e quem é despromovido.
 
Aos 7 minutos, a Ucrânia colocou-se na frente. A Escócia só conseguiu empatar por volta do minuto 17. Em termos de resultado, a primeira parte ficou-se por aqui num jogo morno.
 
Só aos 31 minutos se registou novo golo, para a Ucrânia, depois de várias tentativas da Escócia para se adiantar. E aos 32 minutos, de “curto”, os ucranianos chegaram ao 3-1, como que renascendo da letargia com que tinham jogado até então.
 
Foi a vez de a Escócia passar por momentos aflitivos. Quando levantaram a cabeça, esbarraram no grande Hordey, um excelente guarda-redes, que foi negando a aproximação dos escoceses. A minuto e meio do fim, a Ucrânia deu a machadada final, ao conseguir o 4.º golo. Passado um minuto, 5-1. Castigo demasiado para a Escócia que mantém 0 pontos, somando a Ucrânia 4.
 
 
Portugal contra a Croácia foi o jogo seguinte, em que era absolutamente proibido perder pontos, com a Croácia a partir para a segunda fase com 3 pontos, e Portugal com apenas um.
 
E, mais uma vez, começámos a perder. E logo na primeira posse de bola da Croácia. Aos 3 minutos, Bruno Santos estabeleceu o empate. Quase no minuto 12, Luís Tavares colocava Portugal na frente, o inevitável “curto”, e David Franco, no mesmo minuto, fez o 3-1.
 
A cair o 14.º minuto, Luís Tavares acertou no ferro. Era mais um canto.
 
Com 3 minutos para jogar, o árbitro entendeu que Carlos Silva atirou a bola fora pela linha de fundo intencionalmente e marcou “curto”. Roberto opôs-se soberanamente ao remate do adversário.
 
O 3-1 era, ao intervalo, um bom resultado, bem defendido depois de conquistado.
 
Num segundo tempo impróprio para cardíacos, eu sei que é um lugar-comum, Bruno Santos ampliou para 4-1 a três minutos e meio do final.
 
38 minutos, “curto” para Portugal. Luís Tavares, claro, e o 5-1. Eu pedi o 6-1 e Carlos Silva – quem havia de ser - fez-me a vontade.
 
Portugal fez um jogo muito bom. Só assim poderia vencer. Ainda bem que aconteceu na antecâmara da última jornada. É que este resultado ainda pode redimir a participação menos conseguida dos “linces”. Oxalá!
 
França e Dinamarca prometiam um grande jogo. Era o grupo de apuramento do campeão e dos restantes medalhados e partiam ambas as selecções com 0 pontos (só a Bélgica e a Inglaterra entraram nesta fase com 3 pontos).
 
Começaram melhor os dinamarqueses que se adiantaram no marcador, aos 4 minutos. Aos 11 minutos, 2-0. No minuto final, 3-0. A França a tentar entrar na defensiva adversária, mas os dinamarqueses fecharam bem. Não obstante, a vinte e poucos segundos do intervalo, os franceses reduziram para 3-1.
 
No segundo tempo, a França haveria de reduzir aos 26 minutos, porfiou pelo empate, mas descurou a defensiva e, aos 32 minutos, a Dinamarca ampliou a vantagem para 4-2, em contra-ataque. Aos 36 minutos, já com guarda-redes avançado por parte da França, a Dinamarca ampliou para 5-2. A França, aos 38 minutos, reduziu para 5-3. Um nome a fixar na Dinamarca: Martin Mortensen. Foi das suas defesas, algumas incríveis, que surgiram alguns contra-ataques que permitiram à sua equipa sair vencedora. O 6-3, com que parecia ir acabar a partida, foi já conseguido no minuto final. Mas a França ainda marcou o 4.º. e o 5.º, quase em cima do apito. Insuficiente, no entanto. A Dinamarca venceu por 6-5.
 
 
Inglaterra e Bélgica disputaram o último encontro do dia. Sendo as únicas equipas com 3 pontos à entrada para esta última fase no grupo dos primeiros, eram, no início da partida, os grandes candidatos à vitória final. Logo, estávamos à espera de um jogo de nível superior.
 
A Bélgica abriu o activo antes do 3.º minuto, mas a Inglaterra empatou na resposta e passou para a frente aos 9 minutos. Aos 17 minutos, a Bélgica chegou de novo ao empate. Se as expectativas eram altas, não saíram defraudadas. Foi uma primeira parte disputada em grande ritmo e com pormenores técnicos deliciosos, com dois guarda-redes a brilharem, garantindo a segurança defensiva, qualquer deles contra atacantes muito dotados.
 
Com 1 minuto jogado no segundo tempo, a Bélgica passou para a frente e aos 25 ampliou a vantagem. O ritmo continuava intenso com o guarda-redes belga no seu show particular, e o contra-ataque a funcionar para o seu máximo goleador, um tal Zimmer, que está renhidamente na luta para máximo goleador.
Ah! Entretanto a Bélgica já ia em 5-2 e acabava de desperdiçar um “curto”. A falange de apoio belga rejubilava, cantava, gritava. Hóquei com intensidade é tão belo! E já que falamos em cantos curtos, registe-se o 5-3 aos 34 minutos e o 5-4 aos 35.
 
Foi com este resultado que a Bélgica se isolou no comando. Que grande jogo!

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