EuroHockey Espinho 2016: Resumo da 3ª jornada



O segundo dia do Eurohockey Indoor Championship II começou com um Inglaterra-Croácia que prometia muito face aos resultados de ontem. A Croácia colocou-se na frente por volta dos 3 minutos e marcou o segundo golo aos 11. A Inglaterra reduziu ainda no primeiro tempo, com 3 minutos para jogar, e, com pouco mais de um minuto, de “curto”, empatou. Praticamente sobre o apito para o intervalo, os ingleses viraram o resultado a seu favor, também de “curto”.
 
A Inglaterra haveria de ampliar a vantagem aos 23 minutos, mas a Croácia reduziu de seguida. Sol de pouca dura porque a Inglaterra, na resposta, repôs a vantagem de 2 golos (5-3) e ampliou-a mesmo, aos 27 minutos, caminhando seguramente para a liderança do Grupo A. Dois golos em jogadas sucessivas, por volta dos 30 minutos, colocaram a Inglaterra a vencer por 8-3: terrível a eficácia britânica. Com 6 minutos para jogar, a Croácia aproveitou um canto e reduziu para 8-4, mas os ingleses depressa repuseram a diferença e ampliaram-na mesmo aos 37 minutos. 10-4 premeia a Inglaterra, que fez bem pela vida, mas penaliza em demasia a esforçadíssima Croácia, que lutou denodadamente até final.
 
O segundo jogo da manhã opôs a França à Escócia. Os escoceses, ainda no primeiro minuto, adiantaram-se no marcador, mas aos 5 os franceses empataram e, um minuto depois, deram a volta ao resultado, vantagem consolidada aos 17 minutos. À entrada do último minuto, a Escócia reduziu, no regresso à desvantagem mínima – 3-2 – que persistiu até ao intervalo.
 
No 6.º minuto do segundo tempo, a França repôs a diferença de dois golos: terceiro de “curto” em quatro. Também de canto, a Escócia fez o 3.º e reentrou na luta pelo resultado, sabendo que só a vitória lhe interessava; à França bastava o empate. Com cerca de um minto para jogar, a França fez o 5.º golo, garantindo a vitória que, nos segundos finais, se ficou pela vantagem mínima graças a um último golo da Escócia.
 
Jogar a segunda fase da prova com 3 pontos não é, seguramente, o mesmo que jogar com zero. Esse era o desafio que se colocava a Portugal para o embate contra a Ucrânia, terceiro jogo de ambas as equipas na fase inicial da prova, sabendo-se de antemão que o resultado deste jogo contava para a segunda fase, onde ambas as selecções serão adversários directos.
 
A Ucrânia adiantou-se no marcador aos 6 minutos, depois de as maiores oportunidades terem pertencido a Portugal. Mas o guarda-redes ucraniano esteve muito bem em todas elas. Aos 12 minutos, de “curto”, Luís Tavares empatou, colocando a bola na gaveta. Aos 14 minutos, Portugal colocava-se pela primeira vez, em toda a prova, em vantagem no marcador. David Franco fez um enorme golo. A Ucrânia, no entanto, repôs a igualdade aos 17 minutos e adiantou-se de seguida, numa jogada clonada da anterior, nas costas da defensiva portuguesa.
 
A perder ao intervalo, Portugal não desperdiçou na primeira oportunidade: Luís Tavares repetiu a gracinha da primeira parte e facturou de “curto”. Ricardo Oto, logo de seguida, marcou o 4.º e Portugal estava de novo na frente. A Ucrânia desaproveitou um canto, Portugal respondeu com perigo, mas na resposta a Ucrânia repunha o empate. Impróprio para cardíacos!
 
28 minutos, canto para a Ucrânia: golo e de novo na frente. Aos 33 minutos, Portugal volta a empatar: “curto” e o terceiro à conta de Luís Tavares. Aos 34, David Franco foi sancionado com cartão verde e Roberto brilhou no respectivo “curto”.
 
39 minutos, Luís Tavares falhou a gaveta e a bola bateu com estrondo na barra. A sorte nada queria com Portugal, que insistia. Mas a buzina não deixou que Portugal conseguisse mais do que o empate. Era a ditadura do tempo.
 
Portugal esteve bem no espírito de conquista; voltou a falhar individualmente, quer na defesa quer no ataque. Carlos Silva, lesionado desde ontem, poderia ter colmatado algumas lacunas defensivas. Faltaram-nos, em dois golos, olhos nas costas, mas o adversário também teve mérito.
 
Porém, hoje, fomos uma equipa. O que se saúda! E passámos em terceiro, o que nos leva para a tarde com um confronto frente à Croácia.
 
Bélgica e Dinamarca fecharam a primeira fase a digladiar-se pelo comando do Grupo B. Foi o jogo que fechou a terceira jornada.
 
20 segundos, golo da Bélgica; 2 minutos, 1-1 para a Dinamarca; 3 minutos, 2-1 para a Dinamarca; 10 minutos, 2-2; 14 minutos, 3-2 para a Bélgica; 19 minutos, 3-3.
 
Seis golos, uma barriga cheia de hóquei veloz, grandes momentos tácticos mas também erros pontuais e algumas oportunidades espectaculares de parte a parte, eis o que nos ofereceram os pesos pesados do Grupo B numa renhida luta pela liderança do marcador e da classificação.
 
Um primeiro tempo de categoria superior neste Europeu, a abrir o apetite para a segunda parte e para a jornada da tarde.
 
23 minutos, 4-3 para a Bélgica; 24 minutos, 5-3; 26 minutos, 6-3; 29 minutos, 7-3;  27 minutos, 8-3; 31 minutos, 9-3; 34 minutos, 10-3; 38 minutos, 10-4.
 
No segundo tempo, o rolo compressor da Bélgica destroçou completamente a esquadra dinamarquesa que, por vezes, se comportou mal nos contactos demasiado físicos com os belgas. A jogar de forma demolidora, os belgas apenas ligavam ao jogo e ao avolumar do resultado. Uma goleada destas, entre os comandantes do grupo, não lembrava a ninguém, mas foi inteiramente merecida.


Armindo Vasconcelos
 
 
 

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