Ivo Moreira, atleta do Canterbury e vice-campeão do campeonato de hóquei indoor de Inglaterra



Ivo Moreira, jogador do Canterbury de Inglaterra, sagrou-se, recentemente, vice-campeão do campeonato indoor desse país. A Federação Portuguesa de Hóquei aproveitou este momento para entrevistar o jogador e obter algumas impressões de um dos poucos jogadores portugueses que se aventuraram no estrangeiro para dar continuidade à sua carreira no Hóquei.

 
Ivo, como se sente após se sagrar vice-campeão de Inglaterra do campeonato indoor?
Por um lado, sinto-me muito contente e orgulhoso deste feito, tenho noção que o clube apostou forte nesta variante e como equipa trabalhamos muito para jogar as finais. Por outro lado, fiquei com um sabor amargo por não termos conseguido outro resultado na final. Fomos de longe o melhor ataque na liga, não o fomos na final.

Foi um jogador preponderante nessa conquista, pode explicar como viveu essa experiência?
Vivi esta experiência muito intensamente, estava em boa forma e disfrutei de cada segundo destes dois jogos. Foi muito gratificante jogar perante 4000 pessoas, em Wembley e com 500 adeptos do clube a apoiarem-nos constantemente. Este “Super 6s” foi sem dúvida o maior evento em que já participei como atleta. Eventos como este só fazem com que eu ainda goste mais deste desporto.

Quais são os seus objectivos para o futuro?
Os meus objetivos estão apenas definidos para um futuro muito próximo, onde pretendo jogar regularmente pela primeira equipa do Canterbury HC e acabar a liga bem classificado.

Sendo um dos poucos atletas a jogar no estrangeiro, quais são para si as diferenças mais evidentes entre o Hóquei nacional e o Hóquei praticado além-fronteiras?
A diferença mais evidente é sem dúvida o número de praticantes e simpatizantes. Qualquer clube que esteja a jogar nas principais divisões em Inglaterra tem mais praticantes do que a nossa comunidade hoquista junta. Desta forma, naturalmente aumenta a procura e o número de instalações desportivas. Curiosamente, em Inglaterra, grande parte das escolas têm campos de hóquei dentro das suas instalações.

Quais foram as maiores dificuldades que sentiu na sua adaptação a um ambiente internacional?
As principais dificuldades sentidas foram a meteorologia e a intensidade competitiva. Os nossos limites são testados constantemente, a cada jogo, a cada treino.

Que conselhos pode dar aos atletas mais jovens que sonham, um dia, fazer carreira no Hóquei?
Considero que o ser “só” jogador de hóquei não é real. No entanto, acho que o trabalho e o treino compensam. Não só “ir” ao treino como “estar” no treino, ter a certeza que daquelas 2/3 horas consigo tirar o máximo de rendimento possível. Somos nós que delineamos o nosso caminho, os nossos objetivos e por isso devemos perseguir os nossos sonhos e não o sonho dos outros. 
Para finalizar, jogar no estrangeiro não deve ser uma condição para que eu seja melhor, é possível tirar o máximo de rendimento nos nossos clubes desde que nos proponhamos a tal.

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