EuroHockey Lisbon 2017 – Entrevista com Mário Almeida

Portugal prepara-se para receber uma das mais importantes competições deste ano, o Eurohockey Indoor Junior Championship Lisboa 2017, e fomos falar com o Selecionador Nacional, Mário Almeida, para saber como se está a preparar a seleção portuguesa e o que podemos esperar para este grande desafio.


Como está a correr a preparação para Eurohockey Lisbon 2017?
Sendo hóquei indoor, perspectivo sempre muito mais jogos de preparação que treinos porque se trata de uma disciplina muito táctica e, por outro lado, os jogadores vêm já com treinos intensos dos seus clubes. Está, portanto, a correr dentro do planeado.

Quais são as expectativas e os principais objetivos para o Eurohockey Lisboa 2017?
Voltamos a ter uma boa equipa, com jogadores que já disputaram com sucesso a Divisão A, há dois anos, e conseguiram a manutenção, e outros jogadores novos com valor. Nesse sentido, as expectativas são boas e fazem-nos pensar que podemos perfeitamente lutar para garantir a manutenção. Trata-se de uma competição muito dura, recheada das melhores equipas da Europa, pelo que há que ter sempre algum racionalismo nas análises. O escalonamento dos grupos prejudica-nos na luta pelos lugares cimeiros, mas é-nos benéfico na luta pela manutenção. 
 
O nível da competição em que a equipa Portuguesa vai participar, demonstra a notória evolução do hóquei nacional. Na sua opinião, a que se deve esse facto?
Por um lado, tivemos uma extraordinária geração de jogadores jovens, dos quais se conseguiu obter o máximo rendimento nas competições de sub-21. Deixaram, igualmente, exemplos para os jogadores mais novos que entraram posteriormente no processo. Por outro lado, o método adoptado proporcionou muitos mais treinos e mais jogos-treino, o que fez disparar a competitividade das equipas. Também se tornou regular a competição das seleções sub16 e sub18, o que permite que os nossos jogadores, quando chegam aos sub-21 e seniores, já tragam muita bagagem competitiva. Subimos, portanto, um degrau. Para manter e aspirar a níveis superiores, teremos que nos organizar melhor e trabalhar em outros patamares que, até este nível, não foram necessários. Falo, concretamente, da componente física e da intensidade de jogo.

O que significa para o hóquei nacional receber e organizar este importante evento?
É importante para nós podermos mostrar a modalidade em Portugal  quer às Entidades que nos apoiam, quer aos nossos agentes. Temos boas coisas para mostrar e para que nos conheçam e olhem para nós de outra forma. Também demonstra uma confiança grande da Federação Europeia nas nossas capacidades organizativas, o que nos deve envaidecer enquanto modalidade em Portugal.
 
Acha que o público pode ser um fator importante na prestação da seleção nacional? Que influência poderá ter numa equipa tão jovem?
Sinceramente não creio que o público tenha grande influência positiva na prestação da seleção, mas, como é óbvio, quanto mais gente estiver melhor para a modalidade.
É minha convicção que desportivamente até será uma desvantagem ter muito público nacional, pelo fator pressão. Provavelmente, em seniores já não diria o mesmo. Mas, como sempre, temos que nos preocupar exclusivamente com os fatores que podemos controlar. É aí que temos que colocar sempre o nosso foco. Tudo o que não podemos controlar, nós esquecemos.

YOUTUBE

youtube fph banner